Exames de Imagem

Exames de Imagem

Um Raio-X, um Ultra-som de articulação, uma Tomografia e até mesmo uma Ressonância Magnética podem atrapalhar mais do que ajudar dependendo da situação.

Exames de imagem nada mais são do que uma fotografia com lentes diferentes. Cada lente permite-me acessar algum grau de nitidez para cada estrutura. Nesse sentido, a radiografia (nome correto: teleradiografia) é um excelente exame para ver o osso mas péssimo para ver músculo.

Já a Ressonância é um excelente exame para ver um músculo por exemplo. O problema é que todas elas mostram apenas a foto anatômica e não a função da estrutura. Diversos estudos científicos já demonstraram que muitas pessoas podem ter alteração anatômicas (uma hérnia de disco por exemplo) sem ter nenhum sintoma. Nesse caso, então, se uma pessoa fizer um estiramento muscular na região lombar e seu médico lhe solicitar uma Ressonância da coluna, vai aparecer no laudo que essa pessoa é portadora de uma hérnia discal e então o rótulo gruda no inconsciente dela para o resto da vida fazendo com que ela sempre associe qualquer dor lombar com “…a minha hérnia…”

Cada um tem um história, uma anatomia, um contexto de vida, uma sensibilidade diferente e assim por diante.

Portanto, pedir exames sem examinar a pessoa, além de ser arriscado é uma má prática da arte médica. Precisamos resgatar a “medicina artesanal”, aquela “feita à mão” onde cada paciente é um paciente diferente. Não podemos transformar essa profissão numa linha de produção industrial (como no filme de Charles Chaplin – “Tempos Modernos”) onde todos são cuidados da mesma forma.

Cada um tem um história, uma anatomia, um contexto de vida, uma sensibilidade diferente e assim por diante. Então digamos não à “McDonaldização” da medicina e sim a “Medicina Gourmet” (já que está na moda!)